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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

24:00

24:00

Ás 24:00
Eu caminho por uma rua deserta

Sinto um pingo
Em meu rosto

Está tão silencioso
Naquela imensidão

Que consigo ouvir o barulho
De meus passos

Pisando nas águas
Das poças

Que refletem distorcidamente
Meu rosto

Logo os meus pés deixam
De tocar aquela água

Para tudo se repetir novamente
Quando meu pé tocar o solo

+1
VEZ

Gabriela Migoto Cusiello

2 comentários:

JB disse...

É a musicalidade da chuva, das suas palavras no cair das poças, como se mergulhassem num profundo oásis poético...

Gostei do seu cantinho!

Beijinho

Anônimo disse...

ou somos nós o reflexo distorcido da água? esvaímos com secreto desejo de nos reter?

Bjos, Cusiello Cusiello,

Maria.

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