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sábado, 28 de maio de 2011

Era uma vez...

Desde pequenas somos acostumadas a esperar pelo “príncipe encantado”. Meu comentário principal sobre isso:
PAREM COM ESSA PORRA!
Mães, parem de ler Cinderela para suas filhas e comecem a contar a história de Joana D’Arc e de como ela ficaria decepcionada vendo que foi queimada viva para salvar futuras fãs de Crepúsculo que acham lindo dar a bunda para se tornarem as garotinhas “pops” do colégio!
Se você quer, corre atrás; e não fique deitada numa cama esperando o amor da sua vida aparecer (sente a indireta Rapunzel). E parem com esse papinho miserável de “eu não vivo sem ele”, por que isso só cola se você namorar o oxigênio, ok?
Não me leve a mal, não estou te criticando, afinal o que seria do mundo sem suas futuras garotas de programa?

terça-feira, 29 de março de 2011

Pessoas me dizem...

Pessoas me dizem...

Abra seus olhos,
Saia desse mundo de fantasia!

Aja:
Com responsabilidade.

Pense:
Duas vezes.

Então eu penso 3x, 4,5...
E chego à minha conclusão:

Sair do MEU mundo de fantasia
Onde tenho muito mais de 2 olhos abertos,

Deixar de acreditar em fadas
Para acreditar em políticos,

Deixar de nadar em um rio encantado
Para ser afogada em enchentes,

Deixar de comer um banquete
Para passar fome,

Deixar de viver a magia do hoje
Para viver o caos do amanhã,

Deixar de correr em campos de flores
Para correr para hospitais lotados,

Eu sinceramente...
PREFIRO DEIXAR MEUS OLHOS FECHADOS

Por que a escuridão de minhas pálpebras
É melhor que a claridade do seu “mundo”

Apenas você

Apenas você

Enquanto a chuva cai lá fora,
Molhando o coração dos jovens amantes

Eu estou aqui,
Trancada em meu castelo de hipocrisia

Suando pela falta de não ter
Quem abraçar nesse calor tão frio.

Por entra o vidro embaçado
De uma janela

Vejo dois pontos pretos
Que me lembram seus olhos azuis

As gotas de suor, que um dia já foram lágrimas
Continuam a escorrer insuportavelmente leves

Sob minha pele.
Mas eu não quero brisas,

Seria insuportável ter alguém
Me tocando, que não fosse você.

Porém suplico-te que não tenha dó,
Quero que você e só você seja feliz.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Lágrimas sem manchas

Lágrimas sem manchas

Passos sobre minha cabeça,
Galopes sem meus ouvidos.

Sinto o cheiro de sangue
Sinto o cheiro de discórdia

Marcas nas mãos de um inocente,
Talvez um dedo decepado,

Uma cabeça rolando
Ou algumas cicatrizes

Lágrimas por toda parte
Sem a menos inocência

O caos está formado,
A solidão está por vir...

E a confusão
[...] Chegou antes de todas

E permanecerá
Até o descanso eterno.

SILÊNCIO!
...No coração dos pecadores...


Gabriela Migoto Cusiello

Com migo/tigo

Com migo/tigo

Vós estais com tigo e estou
Com migo

Pois meu migo, o seu tigo
Nunca mais verás

Com migo o tigo não deve
Mais satisfações à voz

Por seu tigo meu migo
Não chora mais.

Nem por um instante meu migo
Ouvirás a vós(z) de novo com migo

Gabriela Migoto Cusiello

domingo, 3 de outubro de 2010

Andar, caminhar

Andar, caminhar

Aqui estou eu
Vivendo uma vida não minha

Uma vida que não caminha
Ou evolui

Monótona é um bom adjetivo
Para qualificar

Uma vida sem andar,
Sem expressar

A pessoa
Por trás dela.


Gabriela Migoto Cusiello

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

24:00

24:00

Ás 24:00
Eu caminho por uma rua deserta

Sinto um pingo
Em meu rosto

Está tão silencioso
Naquela imensidão

Que consigo ouvir o barulho
De meus passos

Pisando nas águas
Das poças

Que refletem distorcidamente
Meu rosto

Logo os meus pés deixam
De tocar aquela água

Para tudo se repetir novamente
Quando meu pé tocar o solo

+1
VEZ

Gabriela Migoto Cusiello