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sábado, 2 de novembro de 2013

Por Entre as Linhas #1

Explicando: "Por Entre as Linhas" será tipo uma nova parte do blog onde eu vou postar vários rabiscos que eu faço no meu caderno durante aquela coisa chata conhecida como "escola". São só rabiscos então é provável que não estejam no nível das postagens habituais. Enjoy.


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Fui-me fumaça cigarro fumo

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Comum-gay

Fui à missa, como-um-gay
Como-um-gay, como-um-gay
Sentei e rezei.

Voltei para casa e mamãe me perguntou
“Comungou?“
‘Como-um-gay!“

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Canção do Exílio

A minha terra tem castelos
Onde vive Julieta

Lá habita meu coração,
Quer queira, quer não

Por aquelas ruas passam estrelas
Que brincam de roda no olhar
Da criança que sonha com seu destino
Vermelho como o sangue,
Azul como a nobreza,

Britânico como, devoro.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

As Vantagens de Ser um Camaleão

Apenas acham-me na multidão quando eu quero que me achem,
Que achem o que acharem de mim.

Mudo de cor por que prefiro ser essa “metamorfose ambulante“
Para não atrair a chatice constate de uma rima pobre.

Mundo de cores esse em que vivemos,
Esse que sou o que quiser ser quando sou o que quiser.

Camaleando para qualquer direção

Me acho se puder.


N/A.: A Maria (Mary Elizabeth) me desafiou a escrever algo poético sobre camaleões, então aqui está. Espero que você tenha achado poético o suficiente, Maria, e se não achou: foda-se, eu não me importo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Dourado Peão de Ouro


Dourado peão de ouro
Girando pelo meu quarto
Subindo pelas paredes,
Rodopiando no céu da boca

Dourado peão de ouro
Mastigado, engolido, digerido
Rodopiando pelo meu corpo,
Sem esforço.

Dourado peão de ouro
Girando pelas minhas veias,
Passando pelos meus seios,
Repousando em meu ventre
Em sua rotação constante

Dourado peão de ouro
Para.
Abre-se.

...Degusto Pandora em todo o seu prazer.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Rascunho

É como se eu estivesse remando num rio de cinzas.
Cinza não é líquido, não flui.
Eu sou a cinza. Não cresço, não evoluo, nem se quer mudo de nenhuma maneira. Não sou líquida.
Ainda viva pois não posso me afogar em mim. Escutando o barqueiro narrar uma canção sobre alguém que não sou eu.


N/A.: isso é realmente um rascunho rabiscado em alguma página do meu caderno, só estou postando por que achei que ficou legal. Comentem.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

(Sem)ti(minto)



Porque frases feitas não bastam,
Porque rios de lágrimas são engraçados,
Porque é surpreendente.

Não tem retrato emoldurado (e empoeirado),
Não tem anel na mão esquerda,
Não tem jeito de abraçar.

Tem palavras lindas jogadas ao vento,
(sem nenhum arrependimento)

Por quê tão exigente?
Por quê tão dolorido?
Por quê tremo ao pensar?

A certeza de saber a sua presença, o enlace quase tátil da sua mão,
Quando tudo não passa de promessas impotentes.

Por que o “você” de meus versos nunca se remete a outras pessoas?
Porque se não fosse pra “você” não teria como escrever,
Por que semtimento.



N/A: Esse vem com dedicatória por que sim. Então, vou dedicar aos maps por que escrevi pensando neles, e queria fazer alguma coisa especial por que eu nunca faço nada de especial pra ninguém. Não sei muito bem o motivo de eu ter feito isso, mas Dudinha ta na bad e me bateu uma inspiração e aí saiu esse troço que vocês acabaram de ler. Ficou mais romântico/meloso/pra casal do que eu queria MAS PELO MENOS EU TENTEI. Então é isso, um beijo gente. E COMENTEM SE POSSÍVEL.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Onomatopeia

Quando não consigo mais respirar
E tudo que eu penso não penso

E minhas mãos tremem
E minha cabeça dói
E minha garganta vai se fechando com o ar comprimido no meu pulmão

Minhas unhas começam a rasgar o escuro
Mas o veludo negro nunca toca a minha derme

E não importa o quanto o meu interior se debata
Nada no meu físico funciona a ponto de me fazer sentir calor

E eu continuo deitada no grafite
Tentando inutilmente desenhar alguma coisa

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Relevância.


Relevância.


Acordei. Não levantei. Não pensei. Não abri os olhos. Só acordei.
Estava difícil de distinguir o que era sonho e o que não era. Abri os olhos.
Tudo estava irritantemente fora do lugar. O pufe estava mais pra direita; a televisão, sobrenaturalmente, envergada para a esquerda; os óculos estavam um pouco mais a frente do abajur do que de costume... Ah, sim! Estiquei a mão fazendo o mínimo de esforço possível, agarrei os óculos, fechei os olhos, e coloquei-os.
Abri os olhos. Tudo estava irritantemente em seu devido lugar. O pufe em sua posição normal; a televisão, naturalmente, pregada na parede; os óculos em meu rosto.
Levantei. Fui até o banheiro. Não entrei. Parado à porta percebi que não havia mais papel higiênico. Decidi apenas lavar o rosto.
Lavei o rosto. Parei à frente do espelho. Contemplei meu semblante calvo. Desisti da apreciação.
Caminhei pelo longo corredor até a sala. Desejei um bom-dia à minha mulher. Menti. Sentei-me à mesa. Notei a ausência da manteiga. Decidi poupar-me do esforço de perguntar o porquê de sua falta. Decidi, também, poupar-me do esforço de ouvir uma resposta óbvia e mal construída.
Terminei o café. Deitei no sofá. Liguei a televisão. Ouvi em silêncio as notícias do primeiro bloco do jornal matinal. Tudo muito relevante. Minha esposa se juntou a mim assim que o comercial nos deixou. A ouvi tagarelar sobre o seu dia anterior. Tudo muito relevante.
Percebi que seu nobre monólogo tinha chegado ao fim. Dirigi-me até o quarto. Não entrei. Notei que ela vinha atrás de mim. Dirigi-me ao banheiro. Tomei banho.
Decidi me deitar. Não iria dormir, apenas descansar. Encontrei-me numa profunda análise sobre o jogo de quarta-feira. Tudo muito relevante. Minha mulher entrou no quarto. Começou a guardar as roupas no armário. Mais irritante impossível. Deixou-me sozinho alguns minutos depois. Achei melhor pegar no sono antes que ela voltasse. Dormi.
Acordei com um raio de sol batendo em meu rosto. Abri os olhos e me encontrei no cubículo semi-escuro de sempre. Devido à claridade daquele único raio de sol que transpassava pela janela com grades pude ver um camundongo passando por mim.
Ainda bem. Tudo tinha sido apenas um sonho.