É estranho pensar sobre a minha ignorância em relação a tudo. Eu tenho 17 anos e não sei nada sobre nada, mas poderia ter 107 anos e continuaria não sabendo muita coisa.
Leio meus diários antigos e vejo que sabia menos coisas do que sei agora, mas isso não torna o que eu sei agora "muita coisa"; a relatividade do universo me faz crer tanto numa vida insignificante quanto numa vida extremamente significativa, independente do que eu faça ou não com ela. Por isso, descobri, é de extrema importância que eu mesma defina o valor que a vida, e tudo dentro dela, tem pra mim. Claro que isso continua sendo muito relativo, pois em um dia de depressão minha vida, aos meus olhos, terá o valor de uma frase escrita em meu caderno; mas, em um dia de felicidade, a vida terá o valor de uma frase escrita em meu caderno.
Eu vou continuar não sabendo, mas com certeza vou continuar tentando aprender, pois pequenas certezas formam quem eu sou, e as relativamente pequenas ou grandes dúvidas formam o que um dia vou ser.
domingo, 30 de novembro de 2014
sábado, 21 de junho de 2014
Pra Sam
É tudo menos tátil agora
Que tento por-te
Em situações imaginárias pra não esquecer-me da sua voz.
Por ti continuo aqui
Escrevendo meus versos cheios de inexplicáveis grandezas
Que tento, com carinho, arrancar de cada parte do meu ser,
Que seja (!) capaz de sentir, querer (,) gritar.
É tudo menos tátil agora
Que não sei mais a qual parte da minha memória você
realmente pertence,
A qual parte do meu corpo você realmente pertence (?)
Entre os aparentes parentes parênteses
Pintamos nossa história de azul
Pra que nos afoguemos dentro daquilo que é nosso
(In)significantemente Nosso.
sábado, 2 de novembro de 2013
Por Entre as Linhas #1
Explicando: "Por Entre as Linhas" será tipo uma nova parte do blog onde eu vou postar vários rabiscos que eu faço no meu caderno durante aquela coisa chata conhecida como "escola". São só rabiscos então é provável que não estejam no nível das postagens habituais. Enjoy.
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Fui-me fumaça cigarro fumo
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Comum-gay
Fui à missa, como-um-gay
Como-um-gay, como-um-gay
Sentei e rezei.
Voltei para casa e mamãe me perguntou
“Comungou?“
‘Como-um-gay!“
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Canção do Exílio
A minha terra tem castelos
Onde vive Julieta
Lá habita meu coração,
Quer queira, quer não
Por aquelas ruas passam estrelas
Que brincam de roda no olhar
Da criança que sonha com seu destino
Vermelho como o sangue,
Azul como a nobreza,
Britânico como, devoro.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
As Vantagens de Ser um Camaleão
Apenas acham-me na multidão quando eu quero que me achem,
Que achem o que acharem de mim.
Mudo de cor por que prefiro ser essa “metamorfose ambulante“
Para não atrair a chatice constate de uma rima pobre.
Mundo de cores esse em que vivemos,
Esse que sou o que quiser ser quando sou o que quiser.
Camaleando para qualquer direção
Me acho se puder.
N/A.: A Maria (Mary Elizabeth) me desafiou a escrever algo poético sobre camaleões, então aqui está. Espero que você tenha achado poético o suficiente, Maria, e se não achou: foda-se, eu não me importo.
terça-feira, 18 de junho de 2013
Dourado Peão de Ouro
Dourado peão de ouro
Girando pelo meu quarto
Subindo pelas paredes,
Rodopiando no céu da boca
Dourado peão de ouro
Mastigado, engolido, digerido
Rodopiando pelo meu corpo,
Sem esforço.
Dourado peão de ouro
Girando pelas minhas veias,
Passando pelos meus seios,
Repousando em meu ventre
Em sua rotação constante
Dourado peão de ouro
Para.
Abre-se.
...Degusto Pandora em todo o seu prazer.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Rascunho
É como se eu estivesse remando num rio de cinzas.
Cinza não é líquido, não flui.
Eu sou a cinza. Não cresço, não evoluo, nem se quer mudo de nenhuma maneira. Não sou líquida.
Ainda viva pois não posso me afogar em mim. Escutando o barqueiro narrar uma canção sobre alguém que não sou eu.
N/A.: isso é realmente um rascunho rabiscado em alguma página do meu caderno, só estou postando por que achei que ficou legal. Comentem.
Cinza não é líquido, não flui.
Eu sou a cinza. Não cresço, não evoluo, nem se quer mudo de nenhuma maneira. Não sou líquida.
Ainda viva pois não posso me afogar em mim. Escutando o barqueiro narrar uma canção sobre alguém que não sou eu.
N/A.: isso é realmente um rascunho rabiscado em alguma página do meu caderno, só estou postando por que achei que ficou legal. Comentem.
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
(Sem)ti(minto)
Porque frases feitas não bastam,
Porque rios de lágrimas são engraçados,
Porque é surpreendente.
Não tem retrato emoldurado (e empoeirado),
Não tem anel na mão esquerda,
Não tem jeito de abraçar.
Tem palavras lindas jogadas ao vento,
(sem nenhum arrependimento)
Por quê tão exigente?
Por quê tão dolorido?
Por quê tremo ao pensar?
A certeza de saber a sua presença, o enlace quase tátil da
sua mão,
Quando tudo não passa de promessas impotentes.
Por que o “você” de meus versos nunca se remete a outras
pessoas?
Porque se não fosse pra “você” não teria como escrever,
Por que semtimento.
N/A: Esse vem com dedicatória por que sim. Então, vou dedicar aos maps por que escrevi pensando neles, e queria fazer alguma coisa especial por que eu nunca faço nada de especial pra ninguém. Não sei muito bem o motivo de eu ter feito isso, mas Dudinha ta na bad e me bateu uma inspiração e aí saiu esse troço que vocês acabaram de ler. Ficou mais romântico/meloso/pra casal do que eu queria MAS PELO MENOS EU TENTEI. Então é isso, um beijo gente. E COMENTEM SE POSSÍVEL.
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